“Geração gratidão” no erro também?

Quem está de volta na praça? Eu mesma! Mesmo criando o good addiction  para manter contato com quem segue e ainda dá uma olhadinha aqui, não tive o espaço de tempo que esperava, mas estou aqui e hoje com um tema e um carinho muito especial por esse post.
Nessa fase “good vibes” que nossa geração vive é muito comum ouvirmos a palavra “gratidão” ou frases do tipo “tudo que não for leve, que o vento leve” mas sejamos sinceros, quantos de nós – até mesmo os que propagam esses bem dizeres nas redes sociais – conseguimos ter tanto desapego da vida?
A liberdade é um desapego do próprio apego, conseguir ser grato por algo não ter dado certo, mas ainda sim ter acontecido é MUITO desapego! É desapego da sua própria vontade, é desapego de um sonho, é algo difícil de compreender até que seja alcançado, mas olha, parabéns à você que alcançou!
Estou falando isso porque hoje eu ouvi em algum lugar (cabeça de ovo é assim, não lembra onde viu ou ouviu as coisas) a frase “obrigada pelos erros com que pude aprender” e gente, não sei se é por uma fase de autoconhecimento que eu estou passando, mas essa frase tomou minha cabeça por horas, horas e horas.
A gente condena o erro a pena de morte, mas quantos erros não levaram a humanidade a um caminho melhor? Difícil é a gente pensar na vantagem desse erro, né? Foi o que eu fiz hoje.
Pensei, pensei, pensei, relembrei tanta coisa (some bullshit) e reparei em duas coisas: errei mais comigo mesma do que com os outros, e as pessoas que erram comigo erram mais e bem mais feio, mas como hoje o tempo passou eu pude ver o que eu ganhei. Talvez o nome disso não seja só gratidão, mas maturidade – até porque, maturidade não é poder acender o cigarro na frente dos pais – a gente precisa de tempo para absorver um erro, a gente precisa perdoar ou talvez se perdoar e isso leva mais tempo; a gente precisa analisar o hoje e para prestar atenção única e exclusivamente a este período de tempo o que requer mais tempo, ou seja, “o tempo é rei” deveria ser a frase do momento, porque não há gratidão verdadeira, não desapego verdadeiro, não há felicidade verdadeira que viva na sombra de um erro!
Sejam gratos sim, mas sejam gratos quando a razão for verdadeira, não sejam como tudo que é superficial, não sejam tão “rede social”, porque autoafirmação de gratidão, não é gratidão, é (auto)ilusão.

Mais uma vez, sejam REALMENTE o que vocês sentem!

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